''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quarta-feira, 7 de abril de 2010

só veja,

que nem toda intensidade é força.

e eu preciso sim de coisas simples, de uma essência que persevera o tempo
e vai além de mudanças que expliquem que o mesmo não é repetição,
tão-somente, continuidade.

AH, eu venho tentado,
mas o que é que se diz de dentro e não se sente com as mãos
sem apalpar esse frio em vazio?

as sinestesias correm em mim com a brisa da nova estação
e o eterno rememorando o profundo é uma seqüência que devasta.

'''...Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà

Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment...''

terça-feira, 6 de abril de 2010

''...You can't know what it's like to be inside...''

extirpar essa parte é pinçar as estrelas uma a uma

e desmistificar o único do horizonte que prevalece negro,

como minhas vestes entre a pele do nu puro;

do céu, o brilho de um único

ofuscando olhares.
"...The fading melodies can't beat my need.."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Eu queria que você sentisse o quanto eu te penso

Me assombra o fantasma da morte em plena vida; o corpo debatendo a força entre a casa vazia, as paredes ovulando serpentes em vozes frias e tempo condizente do medo a ter medo.

domingo, 4 de abril de 2010

como se apaga um brilho eterno de uma mente sem lembranças?

as paredes doem de um vivo que não se destrói
nada branco, nada de cor, nada a pincelar que se disfarce
e nada que a verdade faça forte o suficiente
mas insiste em continuar.



um tiro no escuro e qualquer parte que sangrar é lucro.




sexta-feira, 2 de abril de 2010

fim provisório imperfeito

uma fenda se abrindo no abismo
e uma angustia singular se enraizando pelos meus nervos
terrificam as mãos de todo meu mistério escuro e completo.

uma dúvida cavando os poros com medo e emoção
fechando as pálpebras com força pra tentar (sempre / em vão) retomar o tempo de conexões doces nos olhos entre outros, devorando-se calmos.
e profundos.

e antes...
(profundos nós nos cabelos enrodilhados por natureza
o detalhe dos dedos circulando eles é um carinho
de ferida maternal doendo a chaga de uma cria pura
e um mundo distinto dos vínculos dos dedos
em marcas que impressão nenhuma alheia vai encobrir
pela verdade que os faz encravar as trilhas de um mundo fundo)

eu queria...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"(...) todas as minhas partes amputadas se procurando na antiga unidade do meu corpo (...)"

aonde um amor e uma capacidade de perdoar tão grande
não tem um par de asas pra voar e um par de pés pra afixar
essa dualidade que é uma união e não extremos?
que justiça de um que não vive sem o outro,
que nos escolhe, mundo?

o peito se abre com a lentidão de uma faca cortando a pele pura
o teu desejo mórbido de ver sangrar o alimento
é a veia espessa que não estanca por aqui;
que dentes famintos os sorrisos não satisfazem?

olho por olho vale mais que o dente por dente
eu não tenho fome nem sede;
as lágrimas embebem o que a saliva condensa e
a língua bate entre os dentes pra chamar algo:

então
http://riot-act.blogspot.com/2010/04/tempos-claros-de-vermes.html