''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
quarta-feira, 17 de março de 2010
O manto sobre mim
contanto histórias dos braços,
- nas pontas que fogem dos dedos, e simples
nos corpos em que se enrodilha.
explica movimentos curvando sua existência
sem que explique e justifique céu em cor,
terra de tom e textura de vida;
é deserto em nuance, é protuberância em toque
e uma sensibilidade aquém
Canta-se em coques,
avoluma-se na liberdade
e condensa nos anos, na sua extensão,
assim, que enche os olhos e orvalha emoções
descritas em linhas brilhosas da natureza - mesmo própria em fosco, ao escuro,
no silêncio crescendo a vontade de dizer tudo em si.
terça-feira, 16 de março de 2010
WITHOUT YOU, I'M NOTHING!
I'll take it by your side
Such imagination seems to help the feeling slide
I'll take it by your side
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies
I'll take it by your side
Oversaturation curls the skin and tans the hide
I'll take it by your side
Tick tock
Tick Tock
Tick tock
Tick Tock
Tick tock
Tick Tock
Tick tick
Tick Tick
Tick
Tick
Tick
Tick
Tick tock
Tick Tock
Tick...''
domingo, 14 de março de 2010
embrulha a casa e deixa nossos corpos intactos.
E amenizando a cristalização das lembranças, as gotículas lá de fora
caminham o tempo e devoram o mundo numa pequena forma de
renovar os cuidados em vivências vindouras...
Nós, que somos feitos de uma essência distribuída,
clareamos o céu escuro e bordamos o céu de mais um dia,
entre capacitações que vão além desses dedos e dessa atmosfera pra que eu te oferte.
E eu espero, porque o meu pensamento não tem hora pra acontecer
e enquanto tu não estás, prevaleces.
Porque meu coração dispara/ Quando tem o seu cheiro/ Dentro de um livro/ Na cinza das horas... ♪
quarta-feira, 10 de março de 2010
Noite escura, escura...
é a pele pedindo sutilezas
Como um céu sem arrepios
Porque decolam as estrelas
no seu manto em sereno
e sob a cabeça o que pode
ser plausível sem uma razão
que preceda
O verso entre a grama,
germinando o som do silêncio
que cresce na infinitude
de gestos humildes e sós.
Aguardando teu encontro
e amortecendo devagar...
as saudades
repletas de falta, matando a gente um pouco
para que não seja desencontro
para que não seja amargura
para não amortecer o
tanto que ainda faz de bom.
terça-feira, 9 de março de 2010
Batimentos
≠
Um par que não explica quando se completa,
mas se sente pensando,
acreditando numa nuvem efêmera
que vem dizer o que é real...
Soa lento e no próximo dia,
rápido, luz eclodindo desperdícios,
acontecimentos envolvendo mais um fim
pra começar mais uma virtude infinitamente desconhecida.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Entremeio, entre os dias
Flores nascendo das gotas desgovernadas, imprevisíveis.
Paisagem amolestada pelo calor repentino, faz o tempo passar como um suspiro,
um entremeio nascendo de um pensamento
tardio para o tempo que corre depressa em acontecer.
E olho para meus pés, e vejo poeira d'outrora
Uma clareza que não se purifica com a água,
é densa como a substância essencial, talvez turva;
convieniente aos cacos de vidro enraizados no chão,
resplandecendo flores que os olhos tristes não abandonaram...
num por enquanto, então.
''...I shot my love today
Would you cry for me?
I lost my head again
Would you lie for me?
I left her in the sand just a burden in my hand
I lost my head again
Would you cry for me?
Just a burden in my hand
Just an anchor on my heart
Just a tumor in my head
And I’m in the dark...''