''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Uma agoniada tristeza vai abrindo lentamente
um véu entre a transparência das gotas entre os cabelos lavados
Vai deixando um rastro, para o novo dia ter começo desde ali, num processo
- e a novidade que cai na rotina, de novo dói os olhos de saudade sem alento.

Deslizando o tempo nesse frêmito sem movimento,
eu vivo tão sozinha desse fluxo sem música que receba
a essência da vida; e repete-se o erro...
e o meu medo.
que é mesmo de morrer longe de ti....

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

só chega perto e me responde que não é impossível, que a força é justo de nós!

E como dói olhar o cinza e não ver uma nuance que explique
a cor da tua pele na minha lembrança
e o vazio da presença nas minhas saudades repletas
Desaguando o tempo que já não interessa (rápido ou) lento,
desde que vá assim, ineficaz.

'' e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar''
me grita uma confusa sensação de imensidão no impossível
porque dói o forte que lateja.
Mas as razões não são páreas em sentidos pares
quando se vê um caminho sozinho.

Meu amor,
um oceano dessa chuva não é uma gota do teu infinito
- em palavra, em bocejo, em comum respaldo do dia;
e nos meus olhos vai descendo tão pendente que descarta
a chance que esse raio de sol é presságio de luz.

Como dói viver esse vezemquando sem você,
porque o pra sempre preserva
o que nada explica.

...e dói.
(me ajuda ) forte choro

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mon amour,

O cheiro da tua manhã recaindo sob meus ombros é um encantamento que não prende-me na densidade das cinzas nuvens ou confirma a agonia de uma existência efêmera e imprevisível.
É uma inspiração clara que reflete o sentido do sonho na realidade - a que se vive pra escalar os olhos e dizer sem interferir no brilho, assim - uma simples troca nossa, é meu sucessivamente.

tu me donnes la chance dans la vie...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Do sonho em olhos despertos,

pergaminhos brancos
vão constituindo o mundo anuviado,
e claro entre os raios de luz - e sobrevivência nobre;
o meu desejo mais sutil, na carne rasgada e nua.
Só tua

''Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer/ Qualquer coisa
Um deserto florescer/ Uma nuvem cheia não chover
Pode alguém aparecer/ E acontecer de ser você
Um cometa vir ao chão/ Um relâmpago na escuridão

E a gente caminhando
De mão dada
de qualquer maneira
Eu quero que esse momento
Dure a vida inteira

E além da vida
Ainda de manhã
No outro dia
Se for eu e você

Se assim acontecer.''

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pois,

E depois do dia liricamente amanhecido,
as palavras surgiram como serpentes que chamavam,
mas na minha resposta só conduziam ruídos;
direcionando seu corpo como ponteiros
esvaindo a mancha de um sonho na marca do travesseiro dormido,
e sozinho outra vez.

"(...) Toda a noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!...''


E era só eu que morria.

Tu volta a ser uma miragem.
♪ Other Side

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Long Road

Assim que me levantei e senti o céu nublado,
a única vontade que me surgiu, foi de Amanhecer.
E entre as nuvens, amanhecer ao lado teu.

Como um despertar longíquo
que não é apenas tocar a matéria densa,
mas condensar essas saudades lentas e
lhe amar tão forte quanto esta severa estação.

De que há tempos não se faz mais...
E nascer e morrer sem medo de ser,
eternamente.
♪ Always on My Mind

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nosso caminho é uma luz no meio das pedras...

o tom da palavra - o contrapeso da realidade.

Com medo das queimaduras pela latência tão ampla do astro que não se toca, se contempla;
uma beleza que vive pulsando, que vive na veia com a corda do violino e chega aos ossos batendo e a vida refletindo; na calma de um alento, a lucidez de um sofrimento.

A grandeza que não é palpável mas toca,
porque suspende um pensamento num chamado;
uma lágrima cheia de amor - tateia o vazio e responde
os córregos que cortam o corpo pra fluir de novo
O tempo de viver e morrer, consequen-temente.

À ti, Tati Plens.