''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

''(...) Através do vidro - do vidro ou das lágrimas? - as estrelas me parecem incrivelmente distantes. Fecho a cortina."

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

e de repente...

me vejo deparada a ter de engolir um infinito a seco...
e o que se faz com as gorfadas que vão uma a uma apertando o coração
e tirando o fôlego do pouco e único entendimento?

não é razão,
mas é motivo.

e numa lógica insuficiente que responda,
mas mantém vivo
o que agora só vai existir.

pra ser um pouco mais fraco,
sofrer calado,
ignorar uma parte.

e justo a mais intensa.

se o infinito vai se redimir ao pó do não-acontecimento,
justo aos acasos do que diz-se finito por finito,
eis o tempo novamente,
resumindo a vida nas entrelinhas que eu nunca saberei projetar
entre meus dedos de fazer e de não conseguir segurar.

"(...) E o seu amor que agora era impossível — que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé. (...)"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

''...Sommes nous les jouets du destinSomos nós os brinquedos do destino
Souviens toi des moments divins Lembre-se dos momentos divinos
Planants, éclatés au matin Momentos de bem estar, menisfestados de manhã
Et maintenant nous sommes tout seul E agora nós somos tão sozinhos
Perdus les rêves de s'aimer Perdidos os sonhos de se amar
Le temps où on avait rien fait O tempo que não tinhamos feito nada
Il nous reste toute une vie pour pleurer E nos resta toda uma vida para chorar
Et maintenant nous sommes tout seul E agora nós somos tão sozinhos...''
ah meu deus, e se essa coragem de assumir minha fraqueza fosse força...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

a perplexidade pausada no peito

ondas monumentais e infinitas vão
debatendo-se dentro de mim
atordoando o corpo em seus impulsos
mais fatais
e no abstrato imenso,
que é seu infinito.

e não se vendo vai fechando os olhos e indo pra dentro
e secando a boca,
e o vento úmido ressalva os cabelos da face,
mas não deixa de dizer,
que o tempo vem se acumulando pelos cantos...

a saliva de silêncio se acumula no que aprecia
e definha as garras pra escalar a própria força
e em slow motion,

vai continuar.
Julien

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

eu só gostaria muito de achar
um meio pra te mostrar
sem precisar
dizer ou tocar,
o tamanho e a grandeza
da ordem do infinito que tenho aqui dentro;
e é por ti.

♪ Le Funamble - Daniel Mille

Sem as medidas dessas mãos ardendo
dessa chuva fina
que cai precisa sob ordem de despejo
de razões e elucidamentos que façam doer menos
aquilo que é ferida e dor que não se explica
- e de se sentir é que a vão vai caindo no sono e acorda trêmula
e sem compreender,
porque não pode tocar o céu se ele é seu maior complemento. ?!

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"(...) Descubro no faro o rastro do tempo, e em teus lábios há flores que não nasceram. Perto dos olhos há lágrimas velhas e mais o teu desamparo. (....)" .