''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

e de repente...

me vejo deparada a ter de engolir um infinito a seco...
e o que se faz com as gorfadas que vão uma a uma apertando o coração
e tirando o fôlego do pouco e único entendimento?

não é razão,
mas é motivo.

e numa lógica insuficiente que responda,
mas mantém vivo
o que agora só vai existir.

pra ser um pouco mais fraco,
sofrer calado,
ignorar uma parte.

e justo a mais intensa.

se o infinito vai se redimir ao pó do não-acontecimento,
justo aos acasos do que diz-se finito por finito,
eis o tempo novamente,
resumindo a vida nas entrelinhas que eu nunca saberei projetar
entre meus dedos de fazer e de não conseguir segurar.

"(...) E o seu amor que agora era impossível — que era seco como a febre de quem não transpira era amor sem ópio nem morfina. E "eu te amo" era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé. (...)"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

''...Sommes nous les jouets du destinSomos nós os brinquedos do destino
Souviens toi des moments divins Lembre-se dos momentos divinos
Planants, éclatés au matin Momentos de bem estar, menisfestados de manhã
Et maintenant nous sommes tout seul E agora nós somos tão sozinhos
Perdus les rêves de s'aimer Perdidos os sonhos de se amar
Le temps où on avait rien fait O tempo que não tinhamos feito nada
Il nous reste toute une vie pour pleurer E nos resta toda uma vida para chorar
Et maintenant nous sommes tout seul E agora nós somos tão sozinhos...''
ah meu deus, e se essa coragem de assumir minha fraqueza fosse força...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

a perplexidade pausada no peito

ondas monumentais e infinitas vão
debatendo-se dentro de mim
atordoando o corpo em seus impulsos
mais fatais
e no abstrato imenso,
que é seu infinito.

e não se vendo vai fechando os olhos e indo pra dentro
e secando a boca,
e o vento úmido ressalva os cabelos da face,
mas não deixa de dizer,
que o tempo vem se acumulando pelos cantos...

a saliva de silêncio se acumula no que aprecia
e definha as garras pra escalar a própria força
e em slow motion,

vai continuar.
Julien

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

eu só gostaria muito de achar
um meio pra te mostrar
sem precisar
dizer ou tocar,
o tamanho e a grandeza
da ordem do infinito que tenho aqui dentro;
e é por ti.

♪ Le Funamble - Daniel Mille

Sem as medidas dessas mãos ardendo
dessa chuva fina
que cai precisa sob ordem de despejo
de razões e elucidamentos que façam doer menos
aquilo que é ferida e dor que não se explica
- e de se sentir é que a vão vai caindo no sono e acorda trêmula
e sem compreender,
porque não pode tocar o céu se ele é seu maior complemento. ?!

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"(...) Descubro no faro o rastro do tempo, e em teus lábios há flores que não nasceram. Perto dos olhos há lágrimas velhas e mais o teu desamparo. (....)" .

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

''It's not the same without you up here

Can't find my wheels
Your absence is what breeds this fear
Warm breath and all it steals





You can't know how it feels to be in here
All the dark horse fields, befriendin' me


Playin' ain't the same without you here
We've come to hate the golden rule
Cannot seem to make the dots connect
The morning light don't show you near


You can't know what it's like to bleed from here
The blackened world grows white, it goes nowhere


Death ain't the same without you, dear
I make the others run and hide
(...) streets seem to make it worse
All this noise inside the quiet


I can't hold on, the weight you bear
My body's broken fast, please lift me up
You can't know what it's like to be inside
The fading melodies can't beat my need


I'm not the same without you here
How can i quit to be there
Sit and stare
Stare...
Begging for a prayer.''