Parece que sempre tem algo a dizer...
sempre.
Pois, se abre a boca pra sorrir ou pelo tédio,
meu deus,
como nao tem nada a dizer?
Diz sim, mudo nos lábios de pareceres passados,
ou olhos que enganam,
ou lágrimas engasgadas no cinza do céu,
ainda mais negro na terra que finca tuas vestes ao longe
- e mesmo quando perto, distante;
e eu aqui, sobressaindo a pele,
engasgando o dizer
que não é tudo o que se sente.
(e a dor foi tão insistente, nesse tempo todo, explodindo em tique me morre em eternidade e que explica um tanto de tudoe sempre diferentevai dizendo calado - vai subtraindo o silêncio nas batidas fortesvai encurtando o rosto da sobriedade e calando os cochichos parao atônico e pouco choro - mas explodindo!no calor cheio das vísceras de uma cidade escondida nas vértebras frágeise na dor, ah, insistente porque há amor;e o que faz sentido, se dispersa loucamente...)porque foi?.