''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Flores dedicadas
O vazio explica a vontade de preencher,
assim que farejo a liberdade no espaço que me concebe
a sentí-lo.
A minha coragem oscila e eu me perco
e cumpro meus resgates no sentir da vagarosidade de minha pena,
e do mundo.
Numa rede invisível eu coincido de novo em teus braços,
e glorifico o tempo de existir, tão-somente fechando fundo os olhos,
eu consigo esboçar meu sorrir.
assim que farejo a liberdade no espaço que me concebe
a sentí-lo.
A minha coragem oscila e eu me perco
e cumpro meus resgates no sentir da vagarosidade de minha pena,
e do mundo.
Numa rede invisível eu coincido de novo em teus braços,
e glorifico o tempo de existir, tão-somente fechando fundo os olhos,
eu consigo esboçar meu sorrir.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Vaso bruto, primor gesto de carinho
Floresci de meus vendavais
me deixando cair na brisa
do sono ao entardecer
que espreguiça feriado, e
explode tolo e insosso ao
que não faz, mas gostaria tanto...
Se reparte entre saudades e
sonhos, e uma realidade óbvia
demais para que se cumpra
em respostas prontas.
Se avolumam inconstâncias,
se acomodam insolúveis combinações.
Eu sorrio amedrontada, mas não
nego o risco, posto que caminho
com a estrada - a história
une acontecimentos, aconchega
lares, e volta pra não esquecer
do que somos eternamente responsáveis.
me deixando cair na brisa
do sono ao entardecer
que espreguiça feriado, e
explode tolo e insosso ao
que não faz, mas gostaria tanto...
Se reparte entre saudades e
sonhos, e uma realidade óbvia
demais para que se cumpra
em respostas prontas.
Se avolumam inconstâncias,
se acomodam insolúveis combinações.
Eu sorrio amedrontada, mas não
nego o risco, posto que caminho
com a estrada - a história
une acontecimentos, aconchega
lares, e volta pra não esquecer
do que somos eternamente responsáveis.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
''...estou tão fraco, tão fraco, não queria que me visse assim...''
Manhã se retratou agoniada explodindo aos gritos, raios lá fora, derretendo a calma que acordou comigo, mas as fatalidades fazem questão de descompassar meu coração.
Tarde muito quente e difícil. Por alguns instantes consegui ficar mais calma, mas o desespero é forte e me assombra.
Anseio por encontrar pessoas queridas, mas tenho medo de me espedaçar mediante tal raridade de mundo. É que eu desfaleço na minha própria força. Caio funda no escuro do fechar forte de olhos. Odeio esse calor que me irrita, meu âmago de ódio se amarga sentindo em amor pleno que não tem feito sua parte na minha vida. Ou eu que não deixo entrar. Estou confusa, muito. Isso me dói, o que me dói está doendo. Eu preciso me alimentar da minha alma, sentir no pão a minha prosperidade. Falar mais alto a palavra platônica, para que estremeça meu corpo e explique sua forma. Pra eu ser mais branda, e aguentar mais uma tarde como esta.
Para virtude da força da noite
que se alenta na sublime surpresa
de não reconhecer-se e gozar bonita
entre o espetáculo e o inevitável imprevisível de todas as vidas,
ainda que se queira tanto...
Tarde muito quente e difícil. Por alguns instantes consegui ficar mais calma, mas o desespero é forte e me assombra.
Anseio por encontrar pessoas queridas, mas tenho medo de me espedaçar mediante tal raridade de mundo. É que eu desfaleço na minha própria força. Caio funda no escuro do fechar forte de olhos. Odeio esse calor que me irrita, meu âmago de ódio se amarga sentindo em amor pleno que não tem feito sua parte na minha vida. Ou eu que não deixo entrar. Estou confusa, muito. Isso me dói, o que me dói está doendo. Eu preciso me alimentar da minha alma, sentir no pão a minha prosperidade. Falar mais alto a palavra platônica, para que estremeça meu corpo e explique sua forma. Pra eu ser mais branda, e aguentar mais uma tarde como esta.
Para virtude da força da noite
que se alenta na sublime surpresa
de não reconhecer-se e gozar bonita
entre o espetáculo e o inevitável imprevisível de todas as vidas,
ainda que se queira tanto...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O que se faz quando se depara com o plácido lúcido e óbvio demais para realidade revelada difícil? O que o toque sombrio dos olhos cansados e esfumaçados repetem nas lágrimas que cachoalham os lamentos de dentro, mais indubitáveis? E os lábios que sedentos e saudáveis balbuciam a parte doente que dói, de quem se esconde, e num sorriso disfarça seu medo e provoca a distância que estafa o inevitável?
E eu pereço sem o amor e o carinho que devo minha pouca vitalidade. A vontade se pondo vasta na revolta e incompreensão da falta, a dor do gosto que não será, não será me provocando que se tirará o que guardo aqui dentro. Não é pedestal algum que me isolará do cruzamento de destinos sem definição. Da minha calma, da minha dor, do meu apego, do meu vazio e dedicação.
Quem será que vai ceder a entrega e burlar a vaidade e me estender um rubro mártir de verdade fundo no peito?
Um alguém que acredite em mim.
Um alguém que eu vejo todos os dias nos meus olhos e chora minhas saudades, conta meu tempo e a história (?!). Alguém que inverteu o espelho de dentro pra fora, e que me faz hoje verdadeiramente o que é, minha vida.
E eu pereço sem o amor e o carinho que devo minha pouca vitalidade. A vontade se pondo vasta na revolta e incompreensão da falta, a dor do gosto que não será, não será me provocando que se tirará o que guardo aqui dentro. Não é pedestal algum que me isolará do cruzamento de destinos sem definição. Da minha calma, da minha dor, do meu apego, do meu vazio e dedicação.
Quem será que vai ceder a entrega e burlar a vaidade e me estender um rubro mártir de verdade fundo no peito?
Um alguém que acredite em mim.
Um alguém que eu vejo todos os dias nos meus olhos e chora minhas saudades, conta meu tempo e a história (?!). Alguém que inverteu o espelho de dentro pra fora, e que me faz hoje verdadeiramente o que é, minha vida.
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