''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

não choro tudo, entristeço completa

essa manhã está tão difícil, meu amor...
é estrondoso o quanto ainda no bonito, eu sinto a sua falta.
acolher os raios da manhã nos pêlos do meu corpo, irradiando a luz de dentro sem a propriedade verdadeira que me faça forte e firme, exprime, o quanto a tua falta é cruel e doentia. Doente com os espelhos do mundo que faz ver a dificuldade do resto e a solidão do essencial, que está no fundo, submerso no imenso, e exige uma coragem simples de quem é, e eu espero que em ti floresça novamente.

Desabrochar é difícil agora, o tempo surgindo nas flores entre os galhos mudos que elevam nos seus movimentos os cantos dos pássaros, a natureza viva e bela a marcar o ciclo que já foi toda nossa história nesse manto condicional de vida nascendo, entre o sol e o nosso ninho fortificado em braços nus e nossos.

meu amor, meu pranto é uma verdade difícil mas é leve, porque ela explode e deixa as fibras expostas, as linhas novas prontas a reescrever, a necessidade de retomar porque não é obrigação pra viver, mas é o gosto pra refazer os sentidos todos - eu estou tao perdida.
Eu tenho experimentado que sabes, tantas fontes e tão fundas pra mim mas... mas...





eu vou a fundo em mais uma marca e o tempo não vai tirar, mas também nao vai mudar
essa manhã até o próximo minuto e as horas e ao crepúsculo, essa dor explodindo de novo nas cores bonitas do que mais amo...
do que mais amo.

domingo, 9 de agosto de 2009

De fato hoje eu compreendi novamente que,
algumas coisas simplesmente se reconhecem quando dão da mesma maneira
E não há tempo suficiente ou sufocador para preencher lacunas;
há o que se entende e preenche espaço no coração*,
ainda que esteja de partida.

"(...) tua candura é a principal coragem. (...)"

* como o cativo da raposa

sábado, 8 de agosto de 2009

o céu vem a chorar comigo

Pedaços de mim são levados
e ao caminho encontram-se olhos
que eu não quero pensar.
Estou cansada de ter de sentir em sentidos
e falar e chorar e responder para que possam ser vívidos.

A suficiência deve ser mesmo essa solidão,
se é dor o que me resta.

E o que me provocas tão bem, eu senti tanto.
Meu amor, jamais precisava ser tudo assim,

jamais, meu amor.

http://riot-act.blogspot.com/2009/08/o-rubro-latejando.html

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cinzas derretidas no vapor quente do que se abriga sobre nossos gostos
mas ainda assim não desentorna o amargor da minha língua que silencia
o que me dói
E o que me sorri prossegue na mesma linha
eu entorto versos
e abrigo a mim mesma concentrada nos outros
e dias nublados
e mais um
um mais.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

pés suando o assoalho

balas/doces de coco me relaxam...
ou pelo menos enchem minha boca
a então eu não conseguir dizer
cansaço

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a chuva que eu queria veio e já foi
meio sorriso.

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na entrada da minha rua, vi um vulto que parecia voce
vindo em minha direção, naquela sua passada de cansaço
pronta pra me abraçar e chorar tudo o que eu queria.


o coração quase passou pela garganta doída
e na luz tudo se revelou nulo,
e cansado só pra mim.
ridículo, né?!

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e tirei os sapatos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O sol vem surgindo (e?)

A febre da madrugada para a noite curta
faz o questionamento pelos olhos parados e amortecidos pela solidão e a mágoa
unidos, em uníssonos de agonia à dor de estômago,
a cabeça que pulsa tão desesperada que nem deixou pensar
e eu me afobei na própria garganta
escarrando meu cansaço do dia disfarçando a indisposição dos meses
e meus anos não competem essa realidade.

o corpo como ponte misteriosa
do que escorre aqui dentro
uma seiva densa e grossas
em gosto, só vontade
de um cheiro desconhecido
sen-tidos estranhos,
um lobisomem juvenil

devorando-se.


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Ah, se soubesse dizer como são as sombras diante seus olhos
como se avolumam as essencias mediante o contorno puro e condensado
numa cor, numa forma só na sua mesma possibilidade, o efêmero do tempo
para a luz que forma isto tudo...
como gritam, caladas; no escuro o fundo de uma boca
um túnel com saída pra dizer o que não se explica
e é uma rendição metafórica e doída.

''...por isso gritavam.''

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dia quatro, dia nosso

Setecentos e trinta dias
imensos aqui dentro, ainda
e pra sempre,
meu amor.

A minha boca ainda é de fome
e desde lá te chama pelo mesmo nome

Eu te amo!