''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Xixi nas estrelas

Chuva, cansaço, sopa (da mari!), desenhos, sorriso ocupado.
tudo
tão misturado
deglute ; tempo
desmancha
e devolve

e adiante...
...
..
.


pois é

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"...eunãoseinãoseieunãosei
se isso é você...
..."









.

terça-feira, 21 de julho de 2009

o infinito se estendendo em horas, não entendendo

Eu quero fugir do crepúsculo.

Tenho tanto medo...

Eu moldo o mistério o tempo todo,
e as minhas descobertas são de uma grandeza
que não se compreende, e já não há mais tuas mãos para lixares minhas farpas
e pôr aspas sob as palavras de imensidão...

Há um profundo abismo,
escuro como a noite que tem de cair sobre mim

Tem esse tempo
tem esse medo...

não tenho como fugir.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Não saber. simplesmente.

Eu não sei como nossos laços se perderam,
eu não faço ideia,
porque está tudo evolado perfeitamente aqui dentro.

No entanto a corda que nos liga, não dissipou os nós,
não desatou nada.

E eu não sei se é por corrosão ou ligamento puro
não desatou-Nós.

o quê mais eu posso pensar?

O céu encheu-se de estrelas de novo,
e mais uma vez não foi a minha que brilhou.

Meus olhos se curvam todos os dias e
eu estou cansada;
eu não sei mais como...

eu juro
não sei mais.

domingo, 19 de julho de 2009

A causa de se viver pelo que acredita
é de um efeito que não se explica, mas explana toda a sensação de sobrevivência
E as minhas palavras ainda entendem, pois refletem tudo nas entrelinhas -
que nem mesmo o choro é capaz de transbordar o sorriso de pura alegria
- e subentendem, ah!, e

muito bem!

sábado, 18 de julho de 2009

prossigo

e exercito meu cio,
num vale infértil.

campos verdes pra órbitas de olhos,
flor no peito,
lis corrente,
uma lágrima e uma espera sem sorriso;
vaguidão tão falsa que nem se compõe em propostas decentes.

Eu vejo mas não tenho vontade de enxergar.

Me chama de flor e me leva nas tuas mãos... leva?!

Vai tempo... NÃO DEMORA!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Estou quietinha. Seguindo o curso.
Lado a lado com a minha vida (sim, sempre um leve sinal de desgosto)
Leio algo que me deixa entre quatro paredes, mas nada tão forte que estremeça os escombros da parte fatalmente intimista.
Ou talvez eu tenha criado uma crosta mesmo, mas nunca insensível;
as coisas escorrem pelo meu corpo e do que me provocam,
transpiram temperaturas que deliro ou me protejo e
simples e inutilmente sigo o curso - de novo é fatal e irremediável o meu apego.

Mas não muito mais que de repente, eu sinto a tua falta.
(Claro, sinto o tempo inteiro, mas não posso deixar que me assole inescrupulosamente)
E, como no gênio poético e criativo, te figuro numa estrela
me guia por brilho forte, me encanta por voracidade linda e tímida;
és tu a figura mais bela para meus olhos, ainda que completamente distante...
E daí, é que eu estremeço de olhos: distante.
Numa condição já amortecida pelo tempo entre nós, é exatamente assim que estamos.
Você escolheu e mais que eu, se recolheu; é o que querias, e sinto que não vais me querer mais.
Isso me dá um tremendo medo, um medo imenso que a minha esperança não é capaz de conter...
De tua força, a minha presença se apaga e tu escolhes, tão cruel e frívolo numa matéria que não te cabe, que me desgasto no teu tempo que é tão livre e não me aconselha a ser tua companheira, um tão-desolador, jamais.
A distância entre nós, é uma estrela que és longe de mim, viva no meu contemplar,mas não se acalenta aos meus toques, e não sei se volta pra me trazer de volta o cálido, num beijo.

Eu peço todos os dias para os astros,
eu te vejo eternamente, como se sempre soubesse;
mas eu não sei.
absolutamente, eu não sei.

E meus olhos sempre se umedecem
Todas as paredes são frágeis fortalezas
Porque o tesouro está descoberto
só enterrado, pelos olhos fechados que não querem ver.

Os cílios unidos e molhados,
meu olhos estremecem.

Sim, eu tenho,
muito medo.

"(...) Refazer, por dentro. É possível, mesmo com o sangrar das mãos, a pele arrancada, as costas doendo de tanto peso? Será preciso jogar o prédio inteiro ao chão, para recomeçar? (...)"