''Todas as horas ferem, até que a última põe um fim...''

domingo, 12 de julho de 2009

Vive como deixa passar

A manhã passou espreguiçada entre o sonho ruim e confuso pra se desvanecer da madrugada estranha,
e no seu repouso tentar a continuar-se ser diferente, a trazer o acalmar do tempo que continuou (e assim será) além da minha pretensão. Diante meu trabalho mediante minha vida, a dor do que acredito, é a concepção da ''beleza profunda da vida'', entre Clarice e eu, pontuamentos da escuridão na tarde caindo...

Na sua fidelidade o tempo me desenha, usando minhas mãos, consumindo...
matando a fome, jogando sorrisos, ouvindo lembranças e transgressões:
assim existe amistosas companhias e os ventos brandando segundos seguintes
para o futuro dizer a noite seu fim, trazer essa madrugada
A contemplar-me diante de mim: na poesia os beijos cálidos que não dei porque a tua falta real,
só deixou meus dedos congelantes e duros te descrever frágil;
a estrela bonita que memorizou a lindeza desta noite.
É verdade que respiro

A paixão que me aquece, e me faz sorrir do meu mais belo,
dor guardada também - o tudo em sua hora: vive de fragmentos, também.

Das horas e sua dor apontada

Acho mesmo que você não sai nunca daqui de dentro.

sábado, 11 de julho de 2009

let's!...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

à doer...

ao cansaço que desde o começo parece não ter fim.

a chuva ajuda a disfarçar a lágrima
tã(o)mbém(...) é grave.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

''...por você não há o que eu não faça...''

Hoje encontrei a árvore que inspirou algumas das minhas mais lindas metáforas,
decepada.
Poderia ter sido um corte na minha garganta*, também,
mas meu cachecol me protegeu.

Na volta, minhas mãos o apertaram,
entre os dedos nós que não aplacam linhas claras,
mas me aquecem preenchendo
a falta de um enlaçamento que (de algum modo)
permanece como chama para brasa alta queimar
a tristeza aqui de dentro
e deixar
sentir apenas frio, para entender calor, também.

É sempre a busca pelo mais simples.

No crepúsculo uma ausência
dessa vida correndo na chuva,
inundando os olhos
e as horas caindo,
...

eis-me, aqui.

*lembra da última vez que estávamos no escuro daquela sombra?
uma hipérbole eufemista, para nossa tentação,
consumida,
toda e literalmente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Alive

Estou vendo o poente mais lindo que de mim sempre é.
Sim, sempre poente lindo.

E sempre eu.

Agora tão-somente eu
e essa vontade de caminhar muito além do cansaço
e numa praça sentar e permanecer conversando
falando desse tempo, dessa vida
engrandecendo as palavras para a realidade;
superando tudo o que possa ser dito.

Num abraço, antecipando.
Agradecendo tudo.
E pondo a verdade que não há nada que se diga que seja tão digno
quanto o entender que não se explica, de um coração felicitado.

Um conforto na linha dos teus braços,
minha vontade mais forte.

Eu disse, sempre. te amo
E ainda é.

Eu estou viva.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Essa calma é de uma anestesia que me faz doer lá no fundo, apenas.
Algo imaterial, mas que me consolida por inteiro.

Não se faz explicar, mas não é agora que vou entender.

Cai como a chuva, um rastro de saudade;
vai a terra e seu tempo, juntos, secarem
- recicla a vida, também.